• InHarry Potter, Infanto-juvenil, Livros

    Resenha: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

    Em 2003, o terceiro livro da série resgatou meu amor por essa série e me mostrou que eu poderia passar horas e horas perdida em Hogwarts sem me importar. Dessa vez, o sentimento foi bem parecido. Bora pra resenha de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban?

    Nesse livro, o tom da história muda um pouco: durante toda a história a sensação de perigo nos acompanha e, mesmo que no ano anterior a gente tenha convivido com sussurros e petrificações, dessa vez sim o perigo parece constante e torna a narrativa completamente imersiva. Além disso, são tantos personagens novos e importantes que começamos a entender melhor a saga como um todo e não livros isolados. Eu não tenho dúvidas de que é um dos meus preferidos.

    Juntamente com Rony e Hermione, seus melhores amigos, Harry Potter está no terceiro ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Os assustadores guardas da prisão de Azkaban foram chamados para vigiar as entradas da escola, pois um perigoso assassino está foragido e tudo indica que seu alvo é o herdeiro de Lílian e Tiago Potter. O que acontecerá com Harry diante dessa ameaça?
    Em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, o leitor estará mais uma vez mergulhando no mundo mágico de Hogwarts e participando de aventuras repletas de imaginação, humor e emoção, que repetem o encantamento proporcionado pelos livros anteriores dessa maravilhosa série de J.K. Rowling.

    O terceiro livro da saga já começa acelerado, te jogando pra dentro do novo mistério. Antes mesmo de chegarmos em Hogwarts, a narrativa nos apresenta novos fatos, personagens e acontecimentos. Autorização para Hogsmeade, um fugitivo, uma tia chata e um Harry já mais velho e começando a ter mais atitude (ou rebeldia adolescente). Aqui também a ideia de que o Harry corre perigo em especial passa a ser constante (em Pedra Filosofal isso quase não acontece e, em Câmara Secreta, apesar do basilísco estar presente o tempo todo, Harry está relativamente seguro por não ter nascido em família trouxa).

    Pela primeira vez, Harry não está ativamente procurando solucionar o mistério e, por conta disso, nós conseguimos aproveitar mais a vida em Hogwarts com ele. Novas informações aparecem o tempo todo, mas elas chegam até nós.

    Quem está mais insuportável que o normal nesse livro é Snape. Eu sou apaixonada pela história dele e como a JK amarrou tudo no fim, mas nesse livro não dá pra ter simpatia por ele. Nos dois primeiros vemos ele sendo um típico bully com alunos e, dessa vez, o escolhido é o professor Lupin. Propositalmente ele tenta fazer os alunos descobrirem que ele é lobisomem, ele culpa o Lupin pela entrada do Sirius no castelo e vários outros momentos onde ele é simplesmente insuportável, mimado e imaturo. Nesses momentos sempre tento me lembrar da pouca idade dele, que, não justifica, mas torna mais aceitável ele agir como um babaca.

    Apesar de amar a maior parte do que acontece nesse livro, a releitura me fez pensar algumas coisas:

    O que o Sirius, um bruxo super poderoso, tinha na cabeça quando ele age feito um maluco na cena da Casa dos Gritos? Ainda bem que essa cena tem uma das partes mais amor de toda a saga, quando Harry acredita nele.

    Por que o Dumbledore aceita falar com o Sirius? Pra saber mais? Será que ele já suspeitava de algo? POR QUE eles não usam um veritaserum nele?

    Sei que algumas razões são para garantir a narrativa, mas ainda assim, teríamos caminhos diferentes para seguir e, pelo menos assim, Harry e Sirius teriam alguns anos felizes juntos (claramente ainda não superei o que acontece em Ordem da Fênix).

    ENFIM

    Esse livro é um ponto de virada na narrativa pelo tanto de informações importantes para o futuro. É também onde vemos Harry começar a crescer e problemas de qualquer adolescentes começam a se unir ao que acontece com ele no mundo mágico. Num geral, Prisioneiro de Azkaban é responsável por nos apresentar personagens inesquecíveis e terminar a parte mais introdutória da saga. A partir de agora, temos mais desenvolvimento que apresentação de fatos, magias ou personagens novos.

    Leia as outras resenhas da série:

    Harry Potter e a Pedra Filosofal
    Harry Potter e a Câmara Secreta

    Ficha técnica
    Autor: J.K. Rowling
    Editora: Rocco
    Ano: 2000
    Páginas: 394
    ISBN-10: 8532512062

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  • InCinema, Livros

    Bird Box: filme x livro

    Bird Box está dividindo opiniões. Alguns amaram o filme, outros odiaram. Quem leu o livro antes de assistir ao filme, diz que a história das páginas é muito melhor que a do longa. Eu assisti ao filme e gostei, mas fiquei com vontade de ler para entender alguns detalhes da história e resolvi trazer aqui um comparativo dos dois.

    Para poder realmente comparar, preciso tratar em detalhes das histórias, então esse post tem spoilers, do livro e do filme. 

    No geral, gostei das duas histórias, mas elas são cheias de detalhes particulares. Algumas alterações são feitas para deixar a história mais fácil de entender em formato de filme, outras, são mudanças na história mesmo (e algumas eu vi como forma de deixar o filme mais crível já que o autor forçou a barra em alguns momentos).

    Ao contrário de algumas críticas, não achei a história do livro tão melhor que a do filme. Ela arruma alguns pontos confusos e tem alguns acontecimentos narrados de forma mais atrativa, mas não achei a diferença tão significativa assim (talvez eu estivesse com expectativas altas para o livro). Enfim, são duas histórias ótimas para uma sessão pipoca!

    Para explicar um pouquinho mais, separei aqui cinco pontos que me chamaram a atenção pelas diferenças.

    Birdbox Filme x Livro

    1. Já no começo da história vemos diferenças entre filme e livro. Sabe a Melorie do filme, uma gestante com medo de não ter uma conexão com seu filho? Ela não existe no livro, e essa característica dá um ponto de vista bem diferente para a cena no barco, quando alguém precisa enxergar.
    2. Os sobreviventes da casa também são diferentes. Desde como foram parar ali, suas histórias antes e dentro da casa. Não faz tanta diferença no todo da história, mas essa parte é bem mais rica no livro. Cachorros acompanham os humanos, Tom tinha uma filha e Gary, ao invés de forçar as pessoas a abrirem os olhos, convence um dos moradores a fazer isso.
    3. No livro, a cena do parto é muito mais tensa e termina com apenas Malorie viva. Tom não sobrevive para ajudar a criar as crianças e não existe um romance entre os dois (nem tem tempo pra isso acontecer).
    4. As criaturas do livro encostam nas pessoas. Malorie tem dois encontros com elas e, em um deles, a criatura chega a tirar um pedaço da venda de Malorie, que mantém os olhos fechados. A convivência com as criaturas nos livros nos faz crer que nunca foi o objetivo delas matar pessoas.
    5. A chegada no santuário é bem diferente (Malorie já é resgatada próxima do rio), ele não é uma escola para cegos (mas sim um lugar onde as pessoas se cegaram depois de um incidente com as criaturas) e a médica do começo do filme não está lá (no livro ela nem existe).

    Já leu o livro? Assistiu ao filme? Me conta o que achou!

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  • InLivros, Thriller

    Resenha: Caixa de pássaros, Josh Malerman

    Assisti Bird Box durante a CCXP 2018 e tenho certeza que a minha experiência foi muito diferente de quem assistiu em casa – especialmente se comparada à quem assistiu depois de todo o boom do filme, que trouxe muitas expectativas. Eu gostei muito do que vi, mas fiquei mesmo foi com vontade de ler para poder entender algumas coisas. Comprei o livro no Natal e foi a minha primeira leitura de 2019.

    Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. 
    Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão. (Fonte: Skoob)

    A história começa quando Malorie se muda com a irmã e desconfia que está grávida. Enquanto sua vida muda internamente, notícias de assassinatos e suicídios começam a se tornar frequentes nos noticiários. Algo está enlouquecendo as pessoas, ninguém sabe o que é e olhar para o que quer que seja desencadeia a loucura. Uma onda de pânico assombra o mundo, que vive uma espécie de apocalipse.

    Por conta de alguns acontecimentos, Malorie acaba em uma casa com sobreviventes e vamos lendo sobre seus esforços para continuarem vivos. Ao mesmo tempo, a narrativa intercala com acontecimentos mais recentes. Também no comecinho do livro descobrimos que Malorie e duas crianças estão saindo da casa e seguindo uma viagem de barco às cegas para chegar a um lugar mais seguro. A narrativa então se divide entre as dificuldades dessa viagem, que acontece quase cinco anos após o começo da história, e o início da luta para sobreviver a esse mal.

    Se seguisse uma ordem cronológica, possivelmente o livro ficaria chato ou muito tenso em algum momento, então a divisão de temas entre os capítulos foi muito bem utilizada para manter o leitor interessado (e também nervoso) o livro todo. É uma leitura tensa, que não conseguimos largar, por estar sempre a beira de algum acontecimento importante.

    Conclusão

    Apesar de ter gostado muito do livro, não achei uma história sensacional (talvez culpa de expectativas, criadas lendo muito sobre como o livro é melhor ao filme). Achei algumas cenas difíceis de acreditar e que o autor força a barra em vários momentos. Tudo bem que é um apocalipse e lemos sobre o instinto humano de sobrevivência, mas ainda assim.

    Num geral, é uma leitura que flui super rápido e um livro ótimo para quem quer uma história fácil de começar a ler, que te deixa querendo mais o tempo todo.

    Ficha técnica
    Autor: Josh Malerman
    Editora: Intrínseca
    Ano: 2015
    Páginas: 272
    ISBN-10: 8580576520

    Comparei o filme com o livro! Tem spoilers, mas é legal para quem viu um ou o outro e quer saber o que tem de diferente. Clique aqui para ler o comparativo Birdbox filme x livro!

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  • InHarry Potter, Infanto-juvenil, Livros

    Resenha: Harry Potter e a Câmara Secreta, J.K. Rowling

    Na primeira vez que li Harry Potter, lembro que a Câmara Secreta me prendeu muito com o suspense com o monstro da câmara secreta e me deixava até meio apavorada lendo os sussurros que Harry ouvia pelas paredes. Agora, infelizmente, não foi a melhor das leituras. Continua sendo Harry Potter, continua sendo meu xodó, mas a partir de hoje quando me perguntarem qual livro eu menos gosto, já tenho a resposta.

    Depois de férias aborrecidas na casa dos tios trouxas, está na hora de Harry Potter voltar a estudar. Coisas acontecem, no entanto, para dificultar o regresso de Harry. Persistente e astuto, nosso herói não se deixa intimidar pelos obstáculos e, com a ajuda dos fiéis amigos Weasley, começa o ano letivo na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
    As novidades não são poucas. Novos colegas, novos professores, muitas e boas descobertas e… um grande e perigoso desafio. Alguém ou alguma coisa ameaça a segurança e a tranquilidade dos membros de Hogwarts. Como eliminar definitivamente esse mal e restaurar a paz na escola?
    Harry Potter e a câmara secreta está repleto de aventuras fantásticas e recheado de surpresas que irão proporcionar ao leitor o mágico prazer da leitura.

    Eu não tenho nem palavras pra explicar como a história de Câmara Secreta não me motivou como a dos outros livros (até o momento, já li também o terceiro da série). Quando era criança, demorei para ler, mas dentro do meu normal. Apesar de o suspense ser interessante, o modo como a J.K. conduziu essa trama principal da história e os outros acontecimentos, somado a personagens sem graça, deixaram essa leitura quase cansativa.

    Esse livro nos apresenta um novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas muito chato: Gilderoy Lockhart. Como os filmes aliviaram a personalidade dele – que fica ainda mais exagerada e inconveniente com a ideia de Colin e Gina idolatrando Harry, algo que também ficou muito menos evidente nos filmes. Além disso, conhecemos também o Dobby – de quem eu até gostei quando era criança, mas que dessa vez me irritou em vários momentos, complicando ainda mais as coisas.

    Só me prometa que nunca mais vai tentar salvar minha vida – Harry para Dobby.

    Nesse segundo ano em Hogwarts, encontramos novos perigos. Um deles, desconhecido e temido até pelos professores. Diz a lenda que Salazar Sonserina, um dos fundadores de Hogwarts, construiu uma câmara secreta na escola e colocou um monstro para viver lá. Esse monstro só poderia ser controlado por um herdeiro dele e atacaria os alunos que, para esse fundador, não eram dignos de estudar em Hogwarts: os nascidos trouxas. Pouco depois do começo do ano letivo, esse monstro começa a atacar e o mistério começa: a câmara é realmente real? Já aconteceu antes? Quem seria o herdeiro de Sonserina?

    Os ataques são relativamente afastados uns dos outros, o que dá tempo de Harry, Rony e Hermione criarem mil teorias sobre o que pode estar acontecendo e me fez pensar que esse livro é o que mais exagera no heroísmo de Harry – não estamos falando aqui de ele, com os amigos, invadirem um local proibido e conseguirem desvendar magias. É toda a escola que está envolvida em uma situação de altíssimo risco durante um ano inteiro e parece que só eles vão atrás da solução. Esse enredo me fez questionar muitas coisas que minha mente infantil ignorou com facilidade. Ninguém antes conseguiu uma mínima pista do que poderia ser o monstro do Salazar Sonserina? Os pais dos alunos petrificados foram avisados? Com alunos sendo atacados, o pai do Malfoy ia realmente se incomodar em apenas afastar Dumbledore e deixar o ano letivo continuar? Que escola doida é essa que, vivendo a mesma situação que 50 anos antes terminou em uma morte, continua aberta e com aulas normais? O que se passava na cabeça dos professores? Não vou negar, foi bem chato perceber esses detalhes agora lendo mais velha.

    Mas mesmo com tudo isso, JK Rowling continua mestra em contar pedaços da história que vamos precisar no futuro, como por exemplo, como o Ministério da Magia é uma instituição que age com base em remediar os problemas e esconder o que realmente está acontecendo ao invés de trabalhar para solucionar a questão – honestamente, não é surpresa que Voldemort tenha se tornado tão popular e nunca tenha sido preso por isso. Na resenha de Pedra Filosofal, comentei que Rowling criou um mistério atrás do outro. Dessa vez, um grande problema guia a narrativa da história toda, o que deu uma carinha de suspense para a narrativa, que só é solucionada mesmo nas últimas páginas.

    Apesar das críticas, esse livro teve muita coisa que achei incrível: magia sendo aplicada em objetos trouxas, um clube de duelos, nós conhecemos mais sobre plantas e criaturas no mundo mágico, também entramos na sala comunal da Sonserina, aprendemos mais sobre as trevas – tanto quando acidentalmente caímos na Travessa do Tranco quanto nas cenas em que Lucio Malfoy dá o ar da graça. Individualmente, Câmara Secreta não tem tanto brilho, mas é uma peça absurdamente importante para o total da história, como a dica do Harry, Voldemort e Salazar Sonserina serem ofidioglotas. Esse livro já trabalha muito mais nos mostrando que a história criada pela Rowling é muito mais que o presente em Hogwarts.

    Câmara Secreta também tem mil versões lançadas, inclusive a ilustrada que está maravilhosa, caso você ainda não tenha lido Harry Potter ou esteja pensando em reler.

    Outras resenhas da série:

    Harry Potter e a Pedra Filosofal

    Ficha técnica
    Autor:
    J.K. Rowling
    Editora: Rocco
    Ano: 2000
    Páginas: 252
    ISBN-10: 853251166X

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  • InCuritiba, Disney, Divulgações, Eventos, Geek, Roteiros Geek, Star Wars

    Evento Star Wars estreia amanhã no Shopping Estação

    A partir de amanhã, 6 de setembro, o começa no Shopping Estação o evento Star Wars, que promete encantar e divertir toda a família, mas principalmente os pequenos fãs.  

    Os participantes poderão aprender a manusear um sabre de luz no “Desafio de Sabres de Luz”. Ao final, quem passar por lá poderá mostrar as suas práticas para todos ali presentes. 

    O espaço conta ainda com uma atividade ambientada na floresta de “Endor”, onde os participantes terão a missão de ajudar os Ewoks a protegerem suas moradias. Os visitantes terão que pegar uma rocha, passar por uma tenebrosa ponte suspensa e atravessar a cama de gato de laser que termina em um divertido escorregador caindo numa piscina de bolinhas na árvore.

     Outra atração do evento, que promete agitar a todos, é a chuva de meteoros que consiste em um simulador que criará a experiência de atravessar o espaço sem ser atingido pelas rochas. Em um piso inflável, as crianças terão a sensação de estar flutuando em meio à galáxia.

    O Star Wars funcionará até o dia 14 de outubro, de segunda a sábado, das 10h às 22h, e, domingo, das 13h às 21h. A classificação etária é livre. O Shopping Estação fica na Avenida Sete de Setembro, 2775, Rebouças, Curitiba.

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  • InEventos, Geek

    Geek City 2018, como foi?

    Passei o último fim de semana no Geek City 2018 e estou tão feliz que esse evento existe que resolvi passar aqui com um resumão. Fui em dois dos três dias e tanto no sábado como no domingo, vi muita gente se divertindo, fosse nos painéis, na arena de games, nos vários estandes ou andando pelo local encontrando cosplays. De acordo com a organização, mais de 30 mil pessoas passaram pelo evento.

    Como games não são meu forte, passei a maior parte do tempo passeando pelos estandes e assistindo aos painéis do Main Stage. Os temas foram bem variados, de startups a UFOs, passando por produção de conteúdo para youtube e grandes produções da tv e cinema.

    No sábado, Carlos Villagrán, o Kiko do Chaves, encantou demais. Conversou e contou, num belo portunhol, histórias de sua vida (sabia que ele era jornalista esportivo na Copa de 1970, que o Brasil venceu no méxico?) como virou ator e foi parar no Chaves e até porque saiu do programa. Ele é naturalmente engraçado e muito simpático.

    Também pudemos ver ele como Kiko e, apesar de ser algo que nunca imaginei ver na vida, foi muito legal. Ele trouxe para o palco o mesmo humor bobo e inocente de Chaves. Não teve quem não saiu um pouco mais leve dali. 

    Ainda no sábado o dublador Guilherme Briggs trouxe um assunto super legal para o debate, que é a dublagem brasileira. Falou de mercado de trabalho, sua carreira, fez a voz de alguns personagens queridinhos, como Buzz Lightyear e Mickey, e contou algumas curiosidades sobre dublagem: sabia que a dublagem de O Corcunda de Notre Dame é considerada a melhor versão dublada do mundo?

    No domingo, acompanhei o painel sobre startups que funcionam aqui em Curitiba, sobre produção de conteúdo com o Porta dos fundos, assisti o pessoal do Choque de cultura, mas, para mim, o destaque mesmo foi o painel Senta que lá vem história, com o pessoal do Castelo Ra-tim-bum.

    Amava esse programa na infância, mas só fui entender a grandeza dele quando o MIS fez aquela exposição do cenário. Na Geek City, a nostalgia puxou a maior parte do público ali presente para conversar sobre o programa em si, seus bastidores e também a produção de conteúdo voltado para crianças. Esse público, em plena formação, absorve tudo o que está a sua volta e foi bem legal ver como Castelo foi importante para as crianças dos anos 90, tratando de vários assuntos na tv, alguns complicados, como a morte. Foi um momento de troca muito legal entre os atores e produtores e o público.

    Para finalizar, queria comentar sobre a galeria dos artistas, que tinha muita coisa legal – acabei comprando dois posteres bem geeks para usar na decoração – e como os cosplays estavam incríveis e me deixaram com vontade de entrar nesse mundo. A cultura pop/geek pode até estar na moda, mas acredito que seja algo genuíno de quem participou desse evento. Que ele continue crescendo e trazendo cada vez mais histórias.

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  • InHarry Potter, Livros

    Resenha: Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K. Rowling

    Quando estive em Londres, a nostalgia e a saudades de Hogwarts ficaram tão fortes que me deu vontade de reler toda a saga.  Resolvi que ia ler em inglês, para conhecer mais a escrita da Rowling mesmo, e isso acabou dando um tom novo à leitura de uma história que já sei de cor.

    Harry Potter é um garoto comum que vive num armário debaixo da escada da casa de seus tios. Sua vida muda quando ele é resgatado por uma coruja e levado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Lá ele descobre tudo sobre a misteriosa morte de seus pais, aprende a jogar quadribol e enfrenta, num duelo, o cruel Voldemort.
    Com inteligência e criatividade, J.K. Rowling criou um clássico de nossos tempos. Uma obra que reúne fantasia e suspense num universo original atraente para crianças, adolescentes e adultos.

    Então Harry descobre ser um bruxo e vai parar em Hogwarts. Se isso não fosse louco o suficiente, descobre mais sobre a sua família e que é uma celebridade no mundo mágico por ter, ainda bebê, parado um dos maiores bruxos das trevas da história.

    São tantas as novas informações que é incrível Harry não ter surtado ou saído correndo. Provavelmente culpa da inocência de uma criança que deveria sonhar com uma solução mágica para a vida que levava na casa dos tios. É exatamente o que acontece, mas nem tudo é tão simples. Para quem vive em um mundo sem magia, a ideia de uma escola de bruxaria é absurda, e no livro, até vemos Harry imaginar que tudo era uma pegadinha.

    Harry confiou em Hagrid e quando chega no Beco Diagonal, se vê em um mundo novo. Dan fez um bom trabalho nos filmes, mas Rowling fez um trabalho incrível nos livros. O modo como descreve o mundo mágico é suficiente para não querer nunca mais sair dali. Tanto Harry como nós. As palavras escolhidas, como tudo parece maravilhoso, diferente e meio caótico tornam a narrativa absurdamente envolvente e é muito rápido imaginarmos que estamos com Harry enquanto faz compras, quando embarca no trem ou então quando chega e vê Hogwarts pela primeira vez.

    Harry Potter é uma história infanto-juvenil, e esse primeiro livro da saga nos leva por uma história cheia de mistérios, alguns perigos, mas também aventuras e amizades. Pela primeira vez Harry sente-se parte de algo com os amigos Rony e Hermione e a narrativa faz com que o leitor também sinta-se parte dessa amizade. De forma leve, e pelo ponto de vista de Harry (apesar de narrado em terceira pessoa), vivemos nosso primeiro ano em Hogwarts, assistindo aulas, aprendendo feitiços e a jogar quadribol e, o mais importante, descobrindo um novo mundo, invisível aos olhos trouxas (não bruxos, caso você nunca tenha ouvido o termo).

    Ao contrário de muitos outros livros para esse público, somos apresentados a dezenas de personagens e suas famílias. Já aqui, Rowling começa a desenvolver uma narrativa cheia de detalhes e fatos entrelaçados. No primeiro livro, ela nos apresenta personagens e acontecimentos que serão retomados mais tarde, tudo dentro de um mundo completo, com locais, habitantes, criaturas e história. Começamos o livro comemorando o fim de uma guerra que durou 11 anos e matou os pais do nosso protagonista, que hoje não faz ideia do seu passado. É uma introdução que nos deixa curiosos sobre o que vai acontecer, mas também sobre o que já aconteceu. A narrativa de Rowling é amarrada por uma sequência de mistérios e isso te prende ao livro – não é a toa que quem gosta da história, não consegue largar.

    Harry Potter é hoje uma das franquias de entretenimento que mais lucraram (e lucra) no mundo. Não tem muito mistério de como chegou lá quando vemos o conteúdo que foi apresentado nesse livro. Se você ainda não leu, pode aproveitar uma das milhares de edições, inclusive a versão ilustrada, que é linda e traz algumas informações extras.

    Ficha técnica
    Autor:
    J.K. Rowling
    Editora: Rocco
    Ano: 2000
    Páginas: 224
    ISBN-10: 8532511015

     

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